quarta-feira, 5 de setembro de 2012

PASTORAL DA ACOLHIDA: FORMAÇÃO


Formação Espiritual: A Importância do Sorriso

Desde pequenos ouvimos dizer que a primeira impressão é a que fica. Eu não saberia dizer qual é o grau de veracidade desta afirmação. Contudo, não podemos negar que ser recebido com um sorriso é um diferencial que anima e desarma quem chega num lugar. Lembro-me de um funcionário de uma universidade que era responsável por lidar com os estudantes desesperados por resolver algumas infindáveis questões burocráticas. Lembro-me que, muitas vezes, as pessoas iam até esse funcionário com o semblante alterado prontos para criar confusão e desordem naquele setor. E esse funcionário que quase sempre estava de costas, finalizando alguma tarefa no computador, quando se virava de frente, para atender o aluno, abria um grande sorriso acolhedor. E a pessoa que já estava pronta para iniciar uma guerra ficava sem graça e não conseguia brigar com o funcionário. Inclusive era comum alguns saírem do setor se queixando porque, apesar de terem motivos para ficarem bravos com alguns aspectos administrativos da referida instituição de ensino, não conseguiam brigar com o atendente.

O sorriso de fato é o nosso cartão de visitas. Ao dizer isso, não quero tão somente enfatizar a importância de se consultar o dentista regularmente, embora a saúde bucal deva ser sempre levada em consideração. Quero sim enfatizar a importância de procurarmos sempre em nossa prática pastoral receber as pessoas com um sorriso. Sorrir para o outro é o primeiro gesto de acolhimento para quem chega. O sorriso indica que a pessoa está entre amigos que partilham da mesma fé e estão felizes por caminharem juntos. O nosso sorriso tem o mesmo poder do farol que reflete a luz interior e assim ilumina o caminho do navegante em meio à escuridão da noite. O nosso sorriso deve refletir aquela luz de Cristo que brilha dentro de nós. E essa luz é um dos meios que Deus utiliza para dizer ao outro, aquele que é acolhido, que ele não está sozinho e que há uma luz no fim do túnel.
O Evangelho nos ensina que devemos amar uns aos outros como o próprio Deus nos amou (Jo 15,12). O amor de Deus por nós não é algo abstrato. O amor de Deus é concreto. Ele se manifesta na cruz; na Eucaristia; na doação de sua própria vida a cada um de nós. Neste sentido, como dizia Dom Bosco: “Não Basta dizer que ama. É preciso demonstrar”. O nosso amor não pode se limitar a palavras que muitas das vezes se perdem com o vento. É preciso que o nosso amor pelo irmão que acolhemos se torne visível e manifesto. E uma das maneiras de tornar o nosso amor visível é por meio do sorriso. O ministro do acolhimento deve ser alguém que traz nos lábios o sorriso próprio daquele que encontrou o sentido da vida; daquele que sabe em quem depositou a sua vida, confiança e esperança. Não dá para acolher o outro com apatia ou com o rosto desanimado. Afinal, quem vai a Igreja tem o direito de se encontrar e ser recebida por pessoas que trazem no sorriso e no olhar a fé, a esperança e o amor. Isso não quer dizer que os ministros do acolhimento sejam pessoas perfeitas ou que não passem por dificuldades, mas sim que são pessoas que sabem que tudo na vida é passageiro menos o amor de Deus. E, por isso, com todas as dificuldades, toda dor e, talvez, até mesmo sofrimentos que a vida pode suscitar trazem no peito a certeza de serem amadas por Deus.
É preciso dizer que o sorriso exige trabalho. É fácil sorrir quando as coisas caminham bem; quando todos os meus desejos são satisfeitos. Contudo, quando chegamos ao inverno da vida, só consegue sorrir quem se trabalhou para tal. Neste sentido, a beata Lindalva Justo de Oliveira costumava dizer que “Ninguém vê o que tem no meu coração, ele pode sofrer, mas o rosto é dos outros, este precisa sorrir”. Esse é o trabalho cotidiano no qual precisamos nos exercitar: sorrir sempre. O nosso sorriso é fruto da nossa alegria espiritual e um precioso testemunho para quem nos encontra. Por isso, São Francisco passou aos seus frades um ensinamento precioso que vale para todo ministro do acolhimento. Leiamos o que escreveu Tomás de Celano acerca de São Francisco.

Uma vez, São Francisco viu um de seus companheiros com semblante aborrecido e triste e, sem conseguir suportá-lo, disse-lhe: “Um servo de Deus não deve mostrar-se triste e atormentado, mas sempre sereno. Resolve teus problemas em tua cela, chora e geme na frente do teu Deus. Quando voltares para junto dos irmãos, deixa de lado o aborrecimento e trata de te comportares como um deles”. E acrescentou, um pouco depois: “Os inimigos da salvação humana me odeiam bastante e estão sempre procurando perturbar meus companheiros porque não o conseguem comigo”.
Gostava tanto de ver as pessoas cheias de alegria espiritual que em certo capítulo mandou escrever estas palavras de exortação para todos: “Cuidem os frades de nunca se mostrar mal-humorados e hipocritamente tristes. Mostrem-se jubilosos no Senhor, alegres e felizes, simpáticos como convém” (II Cel 128).
Assim também devem se mostrar os ministros do acolhimento.

Perguntas para reflexão:

  1. Com que ânimo eu venho acolher as pessoas nas missas?
  2. O que eu faço quando estou triste?
  3. Eu consigo transmitir ao outro o quanto eu e ele somos amados por Deus?
  4. O que posso melhorar na minha prática de acolhimento?

domingo, 2 de setembro de 2012

ESTUDO BÍBLICO EM NOSSA PARÓQUIA


Frei Brás estará ministrando um estudo Bíblico do Livro de São Marcos, todas as quartas-feiras, às 19:30h no salão paroquial. Venha conosco se aprofundar na Palavra de Deus. Não Percam!!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

DIA DO CATEQUISTA


"Quem ajuda na pregação tem 
mérito de pregador"


O mês vocacional tem nos ajudado a refletir sobre a vocação humana e, a partir dela, de sua incidência e importância na vida cristã. Dia 27 de agosto é dia do Catequista, mas na agenda vocacional deste mês, celebramos na liturgia o 4º Domingo, que nos faz lembrar destas pessoas especiais, verdadeiros pedagogos da fé, que colaboram na evangelização. Trabalhar na catequese é um verdadeiro ministério eclesial assumido cada vez mais por ministros não-ordenados, que se dedicam para auxiliar os pastores (párocos) na tarefa de formar e informar o Rebanho, capacitando os fiéis e neófitos da Comunidade Eclesial (Igreja, Paróquia) a um maior esclarecimento e vivência da fé, seja na iniciação cristã, na doutrinação, na formação humana ou na congregação de forças para organizar a comunidade.


O Catequista não é um Professor e nem deve pretender sê-lo. É antes de mais nada alguém que está inserido na Comunidade Eclesial, que gosta do que faz, e por acreditar na Igreja e professar sua fé no Deus Uno e Trino, quer colaborar para o crescimento qualitativo e quantitativo desta mesma Igreja. O Catequista não é só aquele que ensina, mais que aprende junto, aperfeiçoa, cresce, está junto, coordenando, orientando, mostrando pistas, caminhos. Para que ele possa fazer isso é preciso que antes esteja disposto a formar-se, a orientar-se, a ler, estudar, preparar-se a fim de que esteja em comunhão perfeita com o Evangelho e com os ensinamentos da Igreja. O Catequista não é mais uma criança ou adolescente ou mesmo uma pessoa adulta que esteja recém-iniciada na fé cristã. É sim, uma pessoa amadurecida na experiência, comprometida com a transmissão fiel daquilo que crê e vive. É uma pessoa de vivência sacramental, assídua a celebração dominical, um verdadeiro agente de pastoral. São Catequistas aqueles que trabalham na pastoral do Batismo, da Confirmação, da Eucaristia e do Matrimônio. São Catequistas que ajudam diretamente na formação eclesiástica de futuros sacerdotes e religiosos.


Aos Catequistas e às Catequistas nossos parabéns pelo seu dia e também votos de que continuem firmes na missão. Àqueles que desejarem inserir-se nesta bonita tarefa, neste gratificante ministério, nosso apoio e incentivo.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ASSEMBLÉIA PASTORAL PAROQUIAL


A Paróquia São Francisco de Assis convida a todos os paroquianos, para o próximo domingo, dia 26 de agosto às 14:00 horas para a Assembléia Pastoral Paroquial.
Para juntos estudarmos e refletirmos o 11º Plano Pastoral da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Local: Salão Paroquial
Horário: 14h

Não esqueçam: Coordenadores, participantes de Pastoral, Movimentos, Grupos, Paroquianos, Devotos de São Francisco..... Esperamos por todos vocês!

Endereço: Rua Caetano Martins, 42 - Rio Comprido - Rio de Janeiro / RJ

sábado, 4 de agosto de 2012

DIA DO PADRE


PADRE, PRESENÇA DO DEUS QUE AMA


"Com amor eterno eu te amei" 
(Jr 31, 3)


Pároco: Frei Brás
Cada vocação é um gesto do Deus-Amor. É colocar a pessoa humana mais perto do coração divino. O padre faz parte dos amigos de Cristo: "Não vos chamei servos, mais amigos" (Jo 15,15). Por isso o padre deve ser um amigo e uma presença permanente do Deus que nos ama e nos quer bem. 
Quando o padre batiza: é Deus que faz alguém entrar em sua família, dando-lhe a graça de ser seu Filho adotivo. Quando o padre celebra a Eucaristia: é Deus que se torna alimento e amigo de caminhada. Quando o Padre perdoa: é ali que mais se manifesta o Deus rico em misericórdia. Cada ato sacramental do padre torna presente um Deus que ama.



O Padre deve fazer cada pessoa sentir que Deus é amor, um amor que se doa, que se manifesta, que cria felicidade. Ser Padre é fazer perceber Deus perto da gente, "um Deus conosco", um Deus que comunica sua Palavra, um Deus que entra em nossa história, um Deus que se faz semelhante em nós em JESUS CRISTO, "imagem visível do Deus invisível" (Cl 1, 15). 
A história do amor de Deus se realiza de modo particular na ação do sacerdote, ministro do Senhor. Por isso, é preciso sentir-se responsável pela formação de mais padres para a Igreja de Jesus Cristo. Só com um número abundantes de padres, os gestos do Deus-Amor chegarão a cada coração e a cada necessidade. Sinta-se você também responsável pela formação de maior número de padres.
Não espere por um padre! Forme padres! Assim estará colaborando para que o Reino de Deus se estabeleça no meio da humanidade para torná-la mais feliz.
Queremos desejar ao nosso pároco Frei Brás e nosso vigário Frei Ariel todas as bênçãos e graças de Deus sobre suas vidas. E a todos os frades que fizeram presentes em nossa paróquia, nossas singelas orações.